MSG – O Fariseu e o Publicano

By 25 de janeiro de 2021 março 30th, 2021 LUCAS, MENSAGENS

O Fariseu e o Publicano

Lucas 18.10-14

O Fariseu e o Publicano
Lucas 18.10-14

Introdução:

  • Para quem Jesus conta essa parábola? Para pessoas arrogantes e autossuficientes
  • Pessoas que na sua arrogância desprezavam o outro
  • Esse tipo de pessoa existia no tempo de Jesus e existe também em nossos dias
    • Pessoas a quem falta a humildade
    • Pessoas que falam mais alto, pois o argumento é fraco
    • Pessoas que em tudo precisam ter a palavra final
    • Pessoas que olham com altivez e superioridade
  • Minam a vida o outro e em suas atitudes mandam-no calar a boca
  • A esse tipo de pessoa Jesus dirige essa parábola, e nela, vemos dois personagens, um fariseu e um publicano.

Contexto:

  • Quem é o fariseu?
    • É alguém que empurrava a lei oral, rígida e sem amor, a todas as áreas da vida humana
    • Queriam o rigor religioso que era esperado dos sacerdotes do templo para todas as pessoas
    • Sempre foram advertidos por Jesus, inclusive chamados de hipócritas, por atarem fardos pesados sobre o povo que nem eles carregavam
    • Eram orgulhosos e altivos, andavam em meio a população rural se vangloriando de sua moralidade e de seus feitos.
  • Quem é o publicano?
    • Era um cobrador de impostos, um judeu a serviço do império romano e por isso odiado pela população em geral
    • Estima-se que a mordida dos impostos romanos chegava a 60% da renda anual dos judeus
    • Através dos publicanos, Roma cobrava impostos sobre tudo, pessoas, casas, animais, vendas, importação, exportação, pedágios e por aí vai
    • Os publicanos eram tratados pelos fariseus e pelos rabinos como traidores e colocados em pé de igualdade com os ladrões.
    • Nessa parábola, esse publicano, é alguém consciente de seus erros e de sua condição

Desenvolvimento:

  • Jesus diz que esses dois subiram ao templo para orar, eles se dirigiam, ambos, ao local de culto – Aqui percebemos que no templo, no local de culto e celebração, na igreja, existem esses dois tipos de pessoas.
    • Por um lado isso nos traz uma indignação, nos colocamos do lado do publicano, ao lado dos humildes, e pensamos “como é possível existir esse tipo de pessoa dentro da igreja?”. E, eu confesso que por vezes faço esse tipo de leitura e emito esse tipo de julgamento, sim… Olho para igreja e penso… Como pode esse tipo de pessoa e esse tipo de atitude entre chamados cristãos?!
    • Por outro lado, é nas proximidades de Jesus e na presença de Jesus que se escuta esse tipo de mensagem, esse tipo de advertência, que pode levar o orgulhoso, o arrogante ao arrependimento, noutro lugar esse tipo de conteúdo não é contundente, as vezes nem compartilhado.
  • Em sua oração o fariseu olha para o lado, e talvez por saber que suas palavras eram uma grande tolice, orava em seu íntimo, se julgando melhor e menosprezando o outro
    • Classificando os demais em categorias menores.
    • Do alto de sua moralidade ele agradece pelo que ele não é, ou pelo menos, acredita não ser: ladrão, corrupto, adúltero, e nem mesmo um publicano.
    • Agradece também pelo que ele faz: jejuo e dou o dízimo…
    • Percebemos uma ênfase muito grande na “pseudo-perfeição” e no verniz religioso de se fazer melhor aos olhos dos outros.
    • Um foco na performance e no exibicionismo.
  • Já, em sua oração o publicano ao invés de olhar para o lado olha para si mesmo, para dentro de si.
    • E por saber que suas palavras são sinceramente verdadeiras e não uma tolice ele bate no peito, um sinal de contrição e de luto, e diz, ele verbaliza, ele fala!
    • Ele reconhece a Deus
    • Clama por misericórdia
    • E dá adjetivos a si mesmo e não ao outro. Sou pecador!
    • Percebemos uma ênfase na sinceridade, fruto de um olhar genuíno sobre sua própria vida. Uma oração a partir de suas mazelas e não a partir da vida do outro.

Conclusão:

  • O próprio Jesus conclui essa mensagem ao dizer que este homem e não aquele retorna para o seu dia a dia, para sua rotina, para o seu lar, justificado
    • Somente Deus pode justificar, pelo seu amor e sua graça – as obras do fariseu não o justificaram!
    • Isso nos mostra que do templo, do local de culto e celebração, da igreja, voltam dois tipos de pessoas pra casa
      • Uma que esteve lá como participante, como espectador, como um exibicionista
      • E outra que derramou sua vida na presença Jesus Cristo em sinceridade e contrição
    • A conclusão de Jesus provavelmente deixou os ouvintes escandalizados, orar como o fariseu orou era algo comum, mas Jesus inverte a ordem natural ao frisar a atitude do publicano e dizer que ele foi justificado.

Aplicação:

  • Às vezes eu olho para esse ambiente evangélico brasileiro e me sinto um dinossauro, por tanta coisa que já vi e vivi e posso dizer que estou plenamente convencido
  • De que o que Deus espera de nós em uma relação de culto, de oração, de adoração e de entrega é Sinceridade e não Performance ou exibicionismo
  • Podemos bater no peito e verbalizar diante de Deus quem somos, sem a necessidade de olhar para o lado e nos medir pela vida do outro, podemos olhar para nós mesmos!